TRAÇOS: FILHOS DA CRIAÇÃO: Cada qual carrega em vida Aquilo que lhe é inerente Trazido da sua estrada Num limiar condizente Filtrando no filtr...
Cartilha Comercial
Perfil do Autor
Nome: José Anchieta A. Guerra
Funcionário da CAGEPA desde 15/10/1976. Iniciou na empresa como Leiturista, passando em seguida por vários setores, dentre os quais: Setor de Vistoria, Cadastro Técnico Comercial na DIP, Coord. Local, Agências: Pilar, Rio Tinto, Itaporanga ( interino ), Setor de Transportes, Setor de Cadastro, Atendimento ao Público, Div. Comercial, Setor de Macro e Micromedição, Leitura e Entrega. Atualmente é o Subgerente de Suporte Administrativo do Regional das Espinharas, em Patos.
Funcionário da CAGEPA desde 15/10/1976. Iniciou na empresa como Leiturista, passando em seguida por vários setores, dentre os quais: Setor de Vistoria, Cadastro Técnico Comercial na DIP, Coord. Local, Agências: Pilar, Rio Tinto, Itaporanga ( interino ), Setor de Transportes, Setor de Cadastro, Atendimento ao Público, Div. Comercial, Setor de Macro e Micromedição, Leitura e Entrega. Atualmente é o Subgerente de Suporte Administrativo do Regional das Espinharas, em Patos.
Apresentação
Quando resolvi elaborar esta Cartilha, pensei o quanto a nossa Empresa tem meios de recuperação financeira e econômica, pelos seus próprios meios. Assim, por enxergar por essa ótica, pus a “mão na massa”. Não sabia por onde começar, se pelo assunto leitura de Hidrômetros de Consumidores, se pela questão de perda num Sistema de Abastecimento Dágua ou pelo Atendimento ao Publico.
Na verdade, todos esses assuntos me fascinam. Pois passei por vários setores da empresa. Sendo, portanto, todos para mim, de grande valia e importância na vida profissional. De modo que falar de qualquer coisa inerente à CAGEPA é muito gratificante, desde que esse assunto tenha importância para o engrandecimento dela e também sirva de embasamento para os nossos novos colaboradores, uma vez que serão eles os futuros gestores de nossa empresa.
Decidi, portanto, iniciar esta Cartilha esse trabalho, pela questão da perda num Sistema, por achar que é um tema bastante abrangente e, consequentemente, muito complexo na sua totalidade.
Na verdade, todos esses assuntos me fascinam. Pois passei por vários setores da empresa. Sendo, portanto, todos para mim, de grande valia e importância na vida profissional. De modo que falar de qualquer coisa inerente à CAGEPA é muito gratificante, desde que esse assunto tenha importância para o engrandecimento dela e também sirva de embasamento para os nossos novos colaboradores, uma vez que serão eles os futuros gestores de nossa empresa.
Decidi, portanto, iniciar esta Cartilha esse trabalho, pela questão da perda num Sistema, por achar que é um tema bastante abrangente e, consequentemente, muito complexo na sua totalidade.
Agradecimentos
Quero agradecer a todas às pessoas que colaboraram para que eu pudesse fazer esse trabalho, tanto hoje quanto no passado, pois sem apoio, incentivo e inspiração não se consegue chegar a lugar algum.
Agradeço ao corpo técnico da CAGEPA por ter sido a minha fonte de inspiração, me dotando de conhecimentos inerentes às funções que desempenhei durante minha trajetória na empresa, principalmente, os que compuseram ou que ainda compõe a área comercial, que abrange setores como: Faturamento e Cobrança, Micromedição, Controle Operacional, Cadastro Comercial e tantos outros.
Patos, 15 de Outubro de 2009.
José Anchieta. A. Guerra.
SUMÁRIO
Cartilha Comercial...........................................................................................................1
Perdas
A Importância da Micromedição no Controle de Perdas
Histórico
As Eventuais Perdas no Sistema de Abastecimento de Água...................................2
Adução
Causas Principais ou Mais Comuns
Eta
Causas Principais ou Mais Comuns
Reservação
Rede de Distribuição.......................................................................................................3
Causas Principais ou Mais Comuns
Ramais Prediais
Causas principais ou mais comuns:
Consumidores
Causas principais ou mais comuns:
A extensão do Problema
A Abrangência dos Impactos Causados Pelas Perdas................................................4
Impacto Econômico
Impacto Financeiro
A Matemática das Perdas................................................................................................5
Conclusão..........................................................................................................................6
Atendimento......................................................................................................................7
Sistema Integrado de Atendimento
Estrutura e Meios Essenciais Para Um Bom Atendimento
Cadastros Técnicos
Cadastro Comercial ou de Consumidores
Faturamento E Cobrança..................................................................................................8
Conclusão:
Leitura de Hidrômetro.......................................................................................................9
Introdução
Resultado
Rotas de Leituras...............................................................................................................10
Fig. 01 – Rota - Itinerário
Perdas
- A IMPORTÂNCIA DA MICROMEDIÇÃO NO CONTROLE DE PERDAS
1.1. Histórico:
Inicialmente, vamos nos reportar a um passado um pouco remoto, para sentirmos a grande importância que tem a micromedição no controle das perdas.
Em Roma, aproximadamente entre 35 a 104 d.c, o imperador romano Nerva nomeou um dos seus grandes auxiliares, Sextus Frontinus, para descobrir por que a cidade, mesmo com vários reservatórios de água, vinha sofrendo com a falta do precioso líquido.
Após compor sua equipe técnica, Frontinus “caiu em campo” e procurou levantar os motivos que estavam causando tanta falta dágua.
Pois bem, concluído o relatório, Sextus descobriu que os maiores causadores da falta dágua em Roma eram os seguintes:
v Vazamentos no sistema adutor (nas adutoras);
v Havia ligações clandestinas (dos consumidores);
v Havia novas ligações liberadas por funcionários da própria empresa, deixando outras que tinham débitos e estavam cortadas nos mesmos lotes (dois ramais);
v Havia ligações liberadas sem hidrômetro, com beneplacência de funcionários (ligadas diretas).
De posse das informações ou dos motivos que estavam levando Roma ao colapso, no Abastecimento Dágua, Sextux intensificou as fiscalizações e otimizou todo o sistema de hidrometração nas penas dágua (naquela época se chamava assim os ramais).
O resultado não poderia ter sido outro: a cidade passou a ter mais água, diminuiu o bombeamento do sistema distribuidor de água, não precisou ampliar os sistemas existentes e, consequentemente, se arrecadou muito mais, em razão do cadastramento e das regularizações das ligações e religações clandestinas.
Portanto, está mais que provado que a micromedição é, sem dúvida, um dos recursos mais importantes para se diminuir as perdas num sistema operacional de uma empresa de saneamento.
Não obstante a tudo isso, é preciso que se tenha o gerenciamento dos sistemas, no sentido de se conhecer todos os volumes produzidos, distribuídos e consumidos pelos usuários cadastrados na empresa.
Não adianta construir obras, objetivando aumentar a produção de água, ou seja, ampliação, reservação e distribuição, se não tivermos um controle efetivo das perdas dos volumes produzidos e conseqüentemente distribuídos, num sistema de saneamento básico.
1.2 As Eventuais Perdas no Sistema de Abastecimento de Água.
São vários os setores onde ocorrem as perdas num sistema operacional de água. Podemos enumerar os seguintes:
Adução – Condutor ou canalização onde a água é conduzida ou onde percorre, buscando um sentido.
Causas principais ou mais comuns:
v Rompimento ou estouramento devido às altas pressões na rede;
v Falta de acompanhamento de manutenção nas redes e adutoras;
v Danificação nas redes, causadas por tráfego de veículos;
v Acomodação do solo;
v Materiais de má qualidade;
v Água com grande teor corrosivo;
v Imperfeição no assentamento da tubulação.
Eta – Estação de tratamento de água.
Causas principais ou mais comuns:
v Falha na elaboração do projeto da ETA;
v Desqualificação do operador dos equipamentos;
v Impermeabilidade nas partes ou nos setores acomodantes de água: reservatório, decantadores, etc;
v Equipamentos com defeitos ou de má qualidade;
v Falta de comunicação entre funcionários ligados ao setor operacional.
Reservação – Reservatório onde se acumula ou se guarda água para posterior distribuição. As perdas nesse setor são semelhantes às da ETA.
Rede de Distribuição – Pode-se entender como a que se destina à distribuição da água. Em geral, situa-se no perímetro urbano, onde será sangrada para comportar ou acomodar os ramais prediais.
Causas principais ou mais comuns:
v Quebra da tubulação;
v Quebra no colar de tomada fixado para ligações;
v Vazamentos embutidos, jorrando para galerias.
Ramais Prediais – Canalização que parte da rede de distribuição de forma reduzida, isto é, o diâmetro do tubo é inferior ao da rede, e se destina a abastecer o lote do solicitante (consumidor).
Causas principais ou mais comuns:
v Ligações mal feitas;
v Os ramais são em geral de 20mm, ficando muita vezes expostos;
v Quebra nos ramais.
v Etc.
Consumidores – Entende-se como sendo consumidores todas as unidades que se utilizam ou desfrutam dos serviços da Cagepa, ou seja, absorvem o produto final fornecido pela empresa, que todos nós sabemos que é a água tratada. Pois bem, é exatamente dentre esses consumidores que vamos encontrar as maiores perdas de água. Vamos enumerar abaixo as principais causas de perdas que ocorrem nessas unidades.
Causas principais ou mais comuns:
v Desperdícios nos consumidores s/ hidrômetros;
v Desvio de água ( By-Pass );
v Vazamentos internos nos consumidores medidos;
v Vazamentos internos nos consumidores não medidos;
v Hidrômetros c/defeitos, cobrando-se a média, inferior ao consumo real;
v Etc.
1.3 A Extensão do problema:
Como se de trata de perdas, podemos dizer que isso pode comprometer qualquer empresa, tornando-a inviável economicamente, financeiramente e institucionalmente.
Por isso, não tenho a menor dúvida que o caminho a ser seguido é o da micromedição, para se ter um efetivo gerenciamento do produto distribuído à população, de forma que esse produto medido seja compensador, no tocante ao custo/benefício (o que se gasta com o benefício e o que se lucra com esse benefício).
Temos que entender ou comparar a empresa de saneamento como se fosse uma indústria de beneficiamento de água e, em razão disso, ter o conhecimento do volume que se produziu e o que se vendeu, no intuito de que com isso possamos racionalizar todos os custos operacionais da produção do produto final, que é a água tratada de boa qualidade, para se chegar ao conhecimento da viabilidade econômica e financeira da empresa, a fim de que possamos investir mais nesse setor, que é de suma importância para a população.
1.4 A Abrangência dos Impactos Causados pelas Perdas
Como já foi dito anteriormente, são vários campos ou setores atingidos pelo mau gerenciamento do controle de perdas. Podemos enfatizar alguns de maiores relevâncias que são, no meu entender, os mais vulneráveis ou mais atingidos pelo alvo das perdas, dentro dessa análise preliminar.
Nesse aspecto, entendemos como setores atingidos os seguintes:
Impacto Econômico – Temos visto ao longo de nossas experiências no dia a dia, períodos de crise de abastecimento dágua, isso muitas vezes por questões climáticas ou por outros fenômenos.
Para se tentar resolver tais problemas, busca-se muitas vezes, ampliar-se as unidades produtivas de água, que são: reservação, tratamento e distribuição, gastando-se elevadas quantias de dinheiro, elevando-se os investimentos em altos custos, desnecessariamente. Pois se se buscam racionalmente o caminho do controle das perdas se resolveria o problema com baixo custo financeiro e consequentemente se adiaria por muito tempo os investimentos nesses setores de produção.
Impacto Financeiro – O elevado índice de perdas compromete as empresas, porque se investe muito com energia, produtos químicos e pessoal. De forma que o volume faturado - o que se vende, fica bem inferior ao que se produz, - é o que podemos chamar de perdas, dentro do custo-benefício, o que inviabiliza totalmente a empresa, tornando-se cada vez mais acentuada essa tendência, surgindo então os desgastes nas hastes administrativa, econômica e financeira.
1.5 A Matemática das Perdas
O indicador perdas é, nada mais nada menos, que um indicador que pode medir o grau de eficiência operacional e comercial de uma empresa. É com base nele que podemos medir a viabilidade econômica e financeira de uma empresa.
Para se conseguir obter esse índice, é muito simples: basta fazer em porcentagem a seguinte operação: pega se o volume de água produzido e diminui-se dele o volume faturado; divide-se então o quociente pelo volume produzido, o resultado obtido equivale à perda em %.
Ex: Tomamos como parâmetro dados fornecidos pela Subgerência de Controle Operacional das Espinharas, - SPES, onde nos foram fornecidos os dados relativos ao mês de Junho/2009, - dados oficiais - pelos quais podemos ter uma idéia de quanto é perdido em termo do volume de água produzido, como vamos ver na operação, aqui expressa.
Vejamos a seguinte operação:
v 701.640,00 (volume Produzido)
- 359.680,00 (volume Faturado)
= 341.960,00 = Quociente = Perda Física
Perda Física = 341.960,00 m3
Perda Percentual = 51,26 %
Hoje, no Brasil as empresas de saneamento vêm se preocupando cada vez mais com essa questão, pois se analisarmos bem é a mesma coisa de se jogar dinheiro no mato, ou seja, é gastar com energia, produtos químicos, transportes e mão-de-obra, sem falar nas dificuldades de atender a população, quando se sabe que a demanda aumenta cada vez mais com o crescimento da população. Daí, para que possamos evitar grandes prejuízos, tanto material quanto administrativo e financeiro, temos que nos direcionarmos para o caminho do equilíbrio, otimizando os seus processos. Evidentemente, que só se alcançará tais propósitos se tivermos um efetivo gerenciamento do sistema de micromedição dos consumos de água, em todas as esferas demandadas: residencial, comercial, industrial e público.
Conclusão:
Foram citados alguns aspectos inerentes à macromedição (água produzida, medição de grandes volumes), para podermos ter uma pequena noção da origem do caminho que a água percorre até o seu objetivo final, que é servir ao consumidor. Porém, o nosso objetivo é buscar repassar para os nossos colegas de empresa, principalmente os que estão chegando agora, da importância de nos preocuparmos com os desperdícios de água (as perdas), por entendermos que elas são as responsáveis pela inviabilização de qualquer empresa de saneamento.
Nesse aspecto, procurei visualizar em poucas linhas o que se pode fazer para evitarmos prejuízos, tanto financeiro, econômico e administrativo, buscando-se o caminho certo; o caminho da viabilidade técnica; o caminho do equilíbrio operacional e racional, onde, com cautela, se encontrará a solução de vários problemas que afetam as empresas de saneamento ao longo do tempo.
Finalizando, peço a todos que compõem essa empresa, que é nossa, pois é dela que tiramos nossa sobrevivência financeira; e é dela que mantemos o sustento de nossas famílias, que se atenham para o problema, pois é de todos nós a obrigação de evitarmos os desperdícios, ou seja, as perdas de água.
Temos o dever de colaborarmos nesse sentido, para que se evitem os desperdícios, começando pelas nossas próprias casas, consertando possíveis vazamentos, comunicando a empresa sempre que soubermos da existência de vazamentos em ramais ou em outro local qualquer. O importante é que tenhamos consciência da responsabilidade que carregamos por sermos membros de uma empresa de saneamento básico ( a CAGEPA ).
Atendimento
2. Sistema Integrado de Atendimento ao Público
O Atendimento ao público visa, na sua essência maior, atender a todas as solicitações pleiteadas pelos consumidores, bem como às reclamações, buscando, dentro de uma estrutura montada para esse fim, os meios mais satisfatórios para atender a população. Para que isso seja real, é preciso que o atendente ou a atendente sejam dinâmicos na missão lhes atribuída, pois se colocarmos pessoas descompromissadas com suas atribuições, estaremos deixando de fazer o papel de agente público, que é o de atender bem toda a população, de modo que, no despreparo do atendente, toda a população será prejudicada. Diante disso, precisamos colocar pessoas qualificadas para a satisfação da população demandada, e o engrandecimento de nossa empresa.
2.1 Estrutura e Meios Essenciais para um Bom Atendimento.
v Cadastro de consumidores atualizado;
v Cadastro técnico sempre revisado;
v Faturamento e cobrança justa;
v Comercialização consensual.
Cadastros Técnicos – No cadastro técnico são formatadas geograficamente informações precisas de localização do imóvel consumidor, através de plantas setoriais, plantas ou mapas da cidade, além dos delineamentos por quadras, das partes constantes do mapa setorial, ou seja, são Or-verlay, onde estão delimitados os lotes de cada consumidor.
Faturamento e Cobrança
– O faturamento se antecipa à cobrança, evidentemente, por ser o resultado final de todo um trabalho sistematizado, instituído pela empresa. É o faturamento o espelho do que se estruturou como base de gerenciamento no campo comercial.
Já a cobrança é o que se consegue arrecadar em tempo delimitado, o que foi pago pelos consumidores dos serviços prestados pela empresa, como: fornecimento de água, coleta de esgotos, ligações, religações etc,
Conclusão:
Entendo que, pelo que expus aqui, não tenho a menor dúvida de que, para se prestar um bom serviço à população; para se ter um faturamento compensador ou satisfatório; para se ter uma boa arrecadação, é imprescindível que se tenha como instrumento primordial:
a) Um cadastro adequado;
b) Um corpo funcional de atendentes capacitados;
c) Um gerenciamento comercial ativado para esses aspectos.
Para que isso ocorra, é necessário o desempenho de todos: gerentes, subgerentes, técnicos comerciais, cadastradores, atendentes etc.
Leitura de Hidrômetros
1.1 Introdução
Para que se possa dinamizar o processo da medição, precisa-se levar em consideração os seguintes pontos:
- Leitura;
- Revisão prévia;
- Cálculo do consumo;
- Crítica do consumo.
O Processo que determina o consumo no mês, de um certo consumidor, é muito simples: basta-se lê a leitura atual, após 30 (trinta) dias da leitura anterior, que é a leitura registrada no mês passado, para que na operação de subtração se tenha como resultado aquele consumo dentro dos trinta dias.
Ex: Numa determinada residência foi lida a leitura no mês passado, com os seguintes dígitos =1059, os quais ficaram registrados no coletor de leitura. No mês atual, após 30 dias, a leitura apresentava-se com os seguintes dígitos: 1158 no hidrômetro.
Então:
Leitura Atual = 1.158
Leitura Anterior = 1.059
Resultado: Houve, no mês, um consumo de 99m3 (noventa e nove metros cúbicos de água) consumidos por aquela residência.
É bom salientar que a leitura deve obedecer com rigor a um calendário ou cronograma, para que o consumo mensal gire em torno dos trintas dias, evitando ultrapassar esse período, sob pena do consumidor pagar um consumo acima do registrado em 30 dias, o que pode levá-lo, muitas vezes, a buscar seus direitos, na esfera judicial.
1.2 Rotas de leitura
Com base em dados topográficos oriundos dos mapas setoriais ou gerais, é criada uma rota, no intuito de facilitar e agilizar o processo de tiragem de leitura por parte do leiturista, de modo que, seguindo-se essa rota, o leiturista ganhará tempo na conclusão de suas tarefas, que é, obviamente, alcançar ou concluir a meta estabelecida de leitura para aquele dia, que em geral varia de 200 a 250 leituras/dia, dependendo da questão topográfica ou da concentração de leitura, naquela rota, inerente à rota substabelecida.
Assim, para que se tenha uma noção topográfica de como deve ser uma rota, ilustraremos abaixo, como exemplo.
Fig. 01 - Rota – Itinerário.
1.3 Programa dos Micro-coletores
Nos micro-coletores são formatadas informações para que os dados coletados sejam inseridos dentro de um endereço certo, ou seja, no campo programado ou informatizado com esse objetivo. Vejamos alguns mais precisos:
a) Localização – É onde se tem o endereço do consumidor, bem como o código da ligação;
b) Tipo de Consumidor ou Classificação do Consumidor.
Nesse campo, vamos encontrar o seguinte:
* Categoria, se residência, comercial ou público;
* Número de economias, quantos subloques são servidos;
* Pela aquela ligação.
c) Dados do Hidrômetro:
· Marca do hidrômetro;
· Capacidade do hidrômetro;
· Tipo de hidrômetro;
· Diâmetro do hidrômetro;
· Número do hidrômetro;
· Localização do hidrômetro;
· Etc.
No decorrer da tiragem da leitura, o leiturista vai se deparar, muitas vezes, com situações em que não terá condições de efetuar a leitura, isso porque é muito comum se encontrar o hidrômetro sem a mínima condição de leitura ou também,no momento, não se pode acessar o mesmo, de modo que, se isso ocorrer, é necessário que se utilizem os códigos, para justificar-se a ausência da leitura, portanto, são enumerados ou formatados esses códigos com esse propósito.
Ilustraremos, a seguir, com uma Tabela, os códigos usados atualmente pela BASE.
TABELA DE ANORMALIDADE DE LEITURAS
Código Descrição
01 HIDÔMETRO QUEBRADO
02 HIDROMETRO RETIRADO
03 HIDROMETRO DESNIVELADO
04 HIDROMETRO EMBAÇADO
05 HIDROMETRO SEM SELO
06 HIDROMETRO INVERTIDO
07 HIDROMETRO DE DIFÍCIL ACESSO
08 HIDROMETRO SOTERRADO
09 HIDROMETRO NÃO LOCALIZADO
10 HIDROMETRO SEM PROTEÇÃO
11 HIDROMETRO VIOLADO
12 HIDROMETRO PARADO
13 HIDROMETRO C/ PONTEIRO IRREGULAR
14 HIDROMETRO SUJO
15 HIDROMETRO SUBSTITUÍDO
16 HIDROMETRO VAZANDO
17 VAZAMENTO ANTES DO HIDROMETRO
18 VAZAMENTO APÓS O HIDROMETRO
19 HIDROMETRO C/ CÚPULA ARRANHADA
20 CAIXA DE PROTEÇÃO ARRANHADA
21 CAIXA DE PROTEÇÃO QUEBRADA
22 CAIXA DE PROTEÇÃO SEM TAMPA
23 TAMPA DE FERRO QUEBRADA
24 TAMPA DE FERRO SOLTA
25 TAMPA PESADA
26 FECHO DEFEITUOSO
27 ABRIGO BAIXO
28 IMÓVEL DESOCUPADO
29 IMÓVEL DEMOLIDO
30 IMÓVEL FECHADO
31 IMÓVEL NÃO LOCALIZADO
32 IMÓVEL OU PORTÃO FECHADO
33 ANIMAL BRAVO
34 BOMBA LIGADA À REDE
35 NÃO FOI PERMITIDA LEITURA
36 BY-PASS
40 HIDROMETRO ACESSO IMP. PROVISÓRIO
41 LACRE VIOLADO
42 LEITURA IGUAL A ANTERIOR
43 VENTOSA ANTES DO HIDROMETRO
BIBLIOGRAFIA:
Coelho, Adalberto Cavalcanti, 1946 – Medição de Água, Política e Prática – Recife: COMUNICARTE, 1996.
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